segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

slow food

"A evolução não produz traços nocivos ao organismo em seu ambiente, nem tampouco permite predileções que não comportem risco algum.
Outro exemplo de tal predisposição adaptativa do passado é o apetite que humanos tem por açucar. No mundo selvagem, essa fissura era benéfica e não havia o risco de consumir muito. Mas como as cáries na era pré-flúor atestam, este não é mais o caso...Nosso outrora apetite adaptativo tornou-se perigoso quando algo que era escasso tornou-se disponível abundantemente. No ambiente ancestral, sal, açúcar e gordura animal eram "slow food"; os humanos não podiam obte-los rapidamente ou em grandes quantidades. Decorre agora que não temos maneiras inatas de resitir a esses produtos já que o que era "slow" passou a ser "fast"

(RS McElvaine's Eve's Seed: Biology, the Sexes, and the Course of History)