does it get any better?
i´m stucked
don´t know what i´m suposed to be
Assisti Superman IV para rever o Christopher Reeve num filme que nunca vejo.
Mas não foi boa homenagem.
É o tipo de filme que nem pra rir dá certo, a coisa dói porque poderia ter sido bom mas não é.
Talvez rever o filme do tempo com ele, sei lá.
Continuo aqui, sem voar.
Pedalando ontem pego uma chuva.
Algumas coisas são intensas, outras triviais.
Nada parecia mais importante do que pedalar sem medo de se molhar.
Piutz, eu realmente amo Lost in Translation.
É como se minha vida pudesse ser transposta para um filme. A solidão, o desejo de contato, o excesso de ruído ao redor e a falta de sentido. Moro em São Paulo. Mas não é raro me sentir um estrangeiro aqui.
Ao mesmo tempo tem-se no filme - Encontros e Desencontros em portugues - um outro jeito de fazer cinema que é mais lento, que privilegia detalhes, quase como se não quisesse contar direito a história, e de uma forma que não agrada todo mundo porque recorre a sutilezas demais. Mas conta a história sim e de uma forma belíssima e cheia de detalhes. Estes detalhes, que são perdidos na tradução, no vai-e-vem do dia-a-dia, do corre-corre, do empurra-empurra, do vapt-vupt.
No final, o que é perdido, que é o detalhe, é o que mais conta.
E hoje a noite assisto ao filme mais triste de todos os tempos. O indiano "A canção da estrada". Caramba.
Foi antes de duas cervejas solitárias.
E como dizia o Roy, estas lembranças ficarão perdidas no tempo.
Perguntei ao meu pai o que era Malaguena Salerosa e ele começou a cantar (!!)
Parece que é uma música muito famosa, tipo uma Garota de Ipanema do México.
A internet tem esse lado bom, o de te possibilitar achar tudo. Quando disse isso ao velho ele se enfezou, como se eu estivesse dizendo que a internet estava no lugar dele de tutor, e naquele caso, de um assunto que lhe era de conhecimento. Pareceu sentir-se diminuido naquela hora. Mas o fato é que eu posso pesquisar na internet com facilidade. Não posso pesquisar o meu pai, os links estão estranhos ou cansados. Os meus também.
Foi pena que tive que descobrir essa música, e poderia ser outra coisa, através de uma rede invisível de informações e não do velho. Mas é assim e tudo bem. Quando o tempo passar - e não sei o tamanho desse tempo - poderei dizer a ele que não precisa sentir-se diminuido pela existencia da internet e que apesar de sua ausencia como o pai-tutor que me faz falta, ainda está, sempre ali, a presença do pai físico que nunca deixará de ser vista e amada, de um jeito ou de outro.
Malaguena é uma cidade. Salerosa um adjetivo carinhoso, hermoso.
E fecha a conta e passa a régua.
A banda do Robert Rodrigues, Chingon que toca a última músic de Kill Bill II.
Malaguena Salerosa
Que bonitos ojos tienes
Debajo de esas dos cejas
Debajo de esas dos cejas
Que bonitos ojos tienes.
Ellos me quieren mirar
Pero si tu no los dejas
Pero si tu no los dejas
Ni siquiera parpadear.
Malaguena salerosa
Besar tus labios quisiera
Besar tus labios quisiera.
Malaguena salerosa
Y decirte nina hermosa.
Que eres lin........da y hechicera,
Que eres linda y hechicera
Como el candor de una rosa.
Si por pobre me desprecias
Yo te concedo razon
Yo te concedo razon
Si por pobre me desprecias.
Yo no te ofrezco riquezas
Te ofrezco mi corazon
Te ofrezco mi corazon
A cambio de mi pobreza.
Malaguena salerosa
Besar tus labios quisiera
Besar tus labios quisiera.
Malaguena salerosa
Y decirte nina hermosa.
Que eres lin........da y hechicera,
Que eres linda y hechicera
Como el candor de una rosa.
Y decirte nina hermosa.
"Those who dream of the banquet may weep the next morning, and those who dream of weeping may go out to hunt after dawn. When we dream we do not know that we are dreaming. In our dreams we may even interpret our dreams. Only after we are awake do we know that we have dreamed. But there comes a great awakening, and then we know that life is a great dream. But the stupid think they are awake all the time and believe they know it distinctly.
"Once I, Chuang Tzu, dreamed I was a butterfly and was happy as a butterfly. I was conscious that I was quite pleased with myself, but I did not know that I was Tzu. Suddenly I awoke, and there was I, visibly Tzu. I do not know whether it was Tzu dreaming that he was a butterfly or the butterfly dreaming that he was Tzu. Between Tzu and the butterfly there must be some distinction. [But one may be the other.] This is called the transformation of things."
(Chuang Tzu, 399 - 295 a.C.)
Vai começar a campanha - Rodrigo, Get your Butt out of There.
"Muitos de nossos sonhos a princípio parecem impossíveis, depois parecem improváveis e então, quando buscamos nossa força, eles logo se tornam inevitáveis."
(Christopher Reeve * 1952-2004)

www.supermancinema.net/
"Estou muito triste com a morte de Christopher porque ele foi um exemplo extraordinário nos últimos nove anos, mostrando coragem e tenacidade em encontrar um novo jeito de viver.
O seu foco na pesquisa de células tronco, para curar a sim mesmo como um exemplo para outras pessoas, foi muito inspirador. Acho que nós perdemos um bravo indivíduo, dedicado e corajoso.
Christopher e eu nos vimos muito no set de Superman e almoçamos juntos e nos víamos socialmente.
Ele era muito parecido com o que vemos nos filmes - muito forte, muito corajoso, correto e com um espírito muito generoso.
Estava extremamente dedicado em fazer o Super-Homem de forma que não desapontasse crianças ou adultos que cresceram com os quadrinhos.
Christopher realmente queria personificar e se tornar o personagem do Super-Homem e eu penso que ele fez isso de forma maravilhosa. Ele foi também muito inspirador na maneira como ele se portou após seu acidente.
A razão pela qual ele mesmo continuou com uma coragem incrível foi para mostrar que a vida continua.
Tenho certeza que ele deve ter sentido muita dor física e uma angústia muito, muito profunda depois do acidente, mas ele tinha uma enorme força interna o que quer dizer que ele não demonstrava tanto seu sofrimento.Isto é pura coragem. E ele estava evidentemente com o imenso apoio por parte de sua família e de sua mulher, que deve ter sido igualmente corajosa.
A campanha de células-tronco de Christopher era exaustiva e não somente por ele mas por outras pessoas também paralisadas.
Ele deu um alerta para o mundo sobre as células-tronco e ensinou ao homem comum nas ruas mais sobre este assunto do que jamais souberam.
Eu penso que Christopher gostaria de ser lembrado tanto por sua atuação e sua campanha.
Foram dois grandes feitos. Sua vida foi um grande feito".
(Suzanna York, que atuou como a mãe do Super-Homem no filme)
Cara, eu torcia muito para que ele voltasse a andar.
Acho que o que mais toca este imaginário do Super-Homem é sua imagem voando nos céus, que é um desejo universal de superação de limites. Esta é parte da minha torcida, porque o Christopher Reeve ERA o Super-homem. Sua posterior atuação foi igualmente heróica e eu penso que foi mais heróica ainda do que nos filmes porque era a batalha real e diária na cadeira de rodas para poder um dia voltar a andar. Para que os governos façam pesquisa com células-tronco, que são possíveis agentes de cura para paralíticos. É um assunto controverso, não apoiado pelo governo George Bush e alvo de muitas críticas por parte da organização criada por Reeve para lutar pelas pesquisas.
Na semana passada o Marcelo Yucca também espetou os governos contrários a este tipo de pesquisa envolvendo células-tronco.
Mas nesse fim-de-semana teve essa notícia que me deixou muito triste.
Todo mundo quer voar, quer descobrir algo a mais, é uma imagem mítica, os deuses voam. Nós mortais, queremos imitá-los.
Um dia descobrimos que somos humanos. Apenas. No caso do Super-Homem, esse conhecimento veio de forma trágica, demasiadamente humana. Um acidente de cavalo em 1995. Não acabou com a imagem, mas veio ao contrário, fortalece-la, através do simbolismo mais intenso e abstrato de que somos capazes. Se o Super-Homem morreu, algo em mim diz que isso não é possível, que ele jamais morrerá. No entanto, hoje eu choro um pouco.
O sucesso da imagem criada pelo primeiro filme se deve não somente aos geniais efeitos especiais da época, mas como disse o diretor do filme Richard Donner, "foi o Christopher quem fez a coisa funcionar porque ele mexia os braços de um certo jeito e olhava pra camera e era ele! Ele voava".
Eu acreditava. Ainda acredito.
Show da banda cover do Led Zeppelin, o No Quarter, no Morrison nessa quinta. Vocal bom pra caralho, cerveja a 1 real até a 1 da manhã.
Chego lá 12 e 42 já pegando umas tres latinhas.
O mundo voltava a fazer sentido.