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pedalero
terça-feira, 29 de junho de 2004
quinta-feira, 24 de junho de 2004
Depois de uma paradinha, hoje volto a pedalar
Segue o texto da Bicicletada:
CICLISTA:
OCUPE SEU ESPAÇO NA RUA, RECLAME SEUS DIREITOS E EXIJA RESPEITO!
Neste sábado, 26 de junho, ocorrerá a 23ª Bicicletada de São Paulo.
A Bicicletada é uma ciclo-passeata na qual os participantes divulgam o uso da bicicleta como meio de transporte e reclamam o seu lugar nas ruas!
É muito mais que um protesto! É uma ação direta saudável, pacifica, didática e divertida, que proporciona um meio de convívio e de luta por um mundo melhor.
O movimento não é vinculado a qualquer associação, partido ou instituição, e é realizado livremente pelos ciclistas que comparecem à manifestação.
Neste mês, a Bicicletada de São Paulo será na Zona Leste.
O ponto de encontro permanece o mesmo: esquina da Paulista com a Consolação, às 10h da manhã, de onde o grupo sairá para a Zona Leste.
Os ciclistas que já estão na Zona Leste se reunirão na av. Governador Carvalho Pinto, na Concha Acústica/Anfiteatro, a partir das 10:30h.
Para maiores informações sobre pontos de encontro, horários e roteiros, consulte www.bicicletada.org/sp
Leve panfletos, cartazes, máscaras, apitos; chame a atenção para sua mensagem!
Há material disponível para download e impressão em www.bicicletada.org/propaganda
Participe! Provoque a mudança! Nos vemos na rua.
segunda-feira, 21 de junho de 2004
Meio
Neste mês o filho do Dênis, meu irmão japonês, nasceu. Ele deu o nome de Rodrigo! Eu quase não consigo entender o que isso significa...
Entendo o invisível que é este tempo trazendo maravilhas e mais, mais, oh...Aí ele me diz, "Você vai ter que ser um bom exemplo".
"Ah sim...Se é pra eu ter que ser algum exemplo pra alguém, então você pôs o garoto numa bela enrascada", respondi e rimos, haha.
Desejei-lhe toda boa saúde e bom caminho para o pequeno. Estará entre nós e assim será cuidado com o amor que cultivarmos.
Meu Deus! O tempo, meu Deus, o tempo!
"Para onde você vai?
De onde você vem?
Aonde quer chegar?
São questões inúteis.
...partir do meio, pelo meio, entrar e sair, não começar nem terminar
...riacho sem início nem fim, que rói suas duas margens e adquire velocidade no meio"
Dia 19 de junho, transcrevo o que já havia escrito:
Nesse instante é como se vivesse aquela cena de Matrix na qual Neo, o personagem de Keanu Reeves, controla a trajetória das balas.
Se nossa vida agora é um caldo cultural de onde o cinema e tudo o mais que é produzido e assistido misturam-se dentro de um jeito de ver o mundo, então, Neo, já desperto, vê as balas vindo em sua direção.
O script continua: Nenhum esforço é produzido. Meu corpo é alvejado inúmeras vezes, rechaçado e transpassado pelos projéteis. O silêncio. Eu - Neo, ali de pé e desperto, ante o milagre que se chamaria de renascer do estado natural das coisas. Se não morri é porque nasci.
Nesse instante não tenho como impedir aqueles tantos intentos e suas violências e não o farei; não há nenhum ser sobrenatural neste filme. Tudo é muito natural, é o que nasce na carne do mundo, eu, esta criança que acabou de nascer, e o choro goela chama!
sábado, 19 de junho de 2004
A gente se encontra
A gente se encontra e se desencontra.
"A única coisa é que o homem se afina ou se desafina".
A gente se encontra na linguagem.
Algo assim, seria o que o título em inglês de "Lost in Translation" quer exprimir - A gente também se perde na linguagem e na tradução.
O filme em questão é "Encontros e Desencontros" de Sophie Coppola. Uma análise muito bacana deste filme pude encontrar na internet; acertava no ponto - o que nós perdemos nesta "tradução"?
O que perdemos é o detalhe. E tudo o que forma nossa comunicação é o que não vemos, é o detalhe.
E esta é a Scarlett, basta um olhar e você está perdido.


quinta-feira, 17 de junho de 2004
O Tarantino conquistou o mundo
Não esperava por esse filme viu.
Que bom rever um filme do Tarantino. Porque é como rever Pulp Fiction e aquele jeito de fazer cinema como se o cara estivesse brincando com a câmera, como se dissesse, tô cagando pro que você acha...
Mas nem tanto assim...Porque o apelo do cineasta é incomensurável, a linguagem e a temática dentro desse jeito de quem não quer nada (mas ao mesmo tempo quer tudo) que ele vai mandando sua mensagem.
E essa coisa da arte marcial acho que até já extrapolou o que seria um domínio de Matrix. Não pensei no Neo lutando enquanto assistia ao filme. O Tarantino absorveu um troço que já permeia um bom bocado da cultura moderna, ele e suas referências vão se transformando numa coisa só e o Tarantino assim conquistou o mundo.
quarta-feira, 16 de junho de 2004
Que coisa
Hoje fiz uma bolha no meu dedo de ficar lixando uma peça de madeira, peça esta que insistiu em se fazer.
Dentro da bolhinha ficaram umas coisinhas brancas e eu fui no metrô apertando essa brincadeira de aquaplay no meu dedo.
De volta a estação da Vila Matilde, meio britanizada pela neblina que pairava fiz a descoberta - É MUITO MELHOR COMER MILHO EM FILEIRINHAS!!!
Não dá pra minha vida voltar ao que era.
Essas são águas turvas
Perdi o sono, pensamentos passando e sonhos, precisava entrar em algum lugar, entrei na internet.

Apparition Du Vidage, de Dali

Persistance de La Memoire, Dali
Esse negócio de entrar na internet, ou mesmo, de ligar a tv, abrir uma revista ou abrir os olhos, que seja, pela manhã, me faz lembrar de um poema do Alan Moore, escritor inglês brilhante que ousou fazer literatura em histórias em quadrinhos.
Ainda tenho a camiseta onde colei uma silk com este poema junto a seu contexto, ou seja, com o personagem do Montro do Pântano:
"Essas são águas turvas
e ao redor as frutas não foram provadas
Bonitas e envenenadas
Espero que você não se perca
e que as delicadezas vívidas e tóxicas à mostra
agradem a seu paladar."
segunda-feira, 14 de junho de 2004
Agora a chuva e algumas fotos
Aqui no sítio um outro espaço.
De volta a este lugar não posso negar que o vejo com outros olhos; trouxe meu mundo e meu olhar para cá e é a surpresa, a alegria renovada e a tristeza descoberta "na interiorização da possibilidade de convivência".
A chuva transborda na relva
um dia inteiro de cair farta
abundante e lisa
a terra preta que a convida; entre!
Faça seus caminhos.
Não quero mais dizer coisa alguma que não seja um desabar de cheia chuva.
O cair de todo esse aguaréu, poder pensar e poder sentir caminho feito num risco de pedra, traçado bruto por onde corre o alongado filete de água marrom que atinge outros níveis.

Meus tios e meus pais andando na praia

Foto que tirei da antiga casa

A Jéssica, minha priminha

E a gracinha da Letícia
terça-feira, 8 de junho de 2004
O melhor foi ouvir do vento
A frase que passou no ar
ondulando vai suspensa
Numa fruta que se faz notar
tá dizendo bem baixinho:
"O coração sim renascerá".
sábado, 5 de junho de 2004
Filosofia no boteco
O mais foda é que um cigarro só não vai me bastar e eu sei disso. A Lilian me perguntou hoje se eu não sentia mais vontade. Cê acha...
Só que um cigarro que eu fume agora com toda a certeza me faz voltar a fumar. "Um cigarrinho só"...
Então.
Então, o que me falta?
A cerveja tá boa, o calor tá bom, o barulho da chuva e a sensação agradável de estar dentro de uma aldeia em festa.
O que me falta então?
Proximidade maior, sexual, essa ânsia..Mais contato, mais perto, mais, mais, querer muito mais dessa alegria extravasada e dessa vida compartilhada no desejo quase furioso de permanecer, pairando dentro do brilho e da orgia que é esta explosão.
Estar perto dessa coisa-vida que todos espremem e exaurem e que parece inesgotável, e o que me falta?!
Nada. Nada me falta. Estou tão feliz que sorrio sem querer.
No entanto, continuo querendo mais e mais, como se desejasse explodir continuamente, um troço sem tamanho, uma supernova, como se quissesse explodir e sobreviver a isso.
Apenas para explodir de novo.
Parece exagero? Não, não é.
Um cigarro, para essa ânsia sem fim dominar inteiramente esse pobre corpo.
O melhor é sexo, não tem jeito.
sexta-feira, 4 de junho de 2004
Repente
Querer bem é muito bom
mas é muito perigoso
Se eu morrer eu perco a vida
Se eu matar sou criminoso
quinta-feira, 3 de junho de 2004
Outras fotos
O loro e meu avô ao fundo em sua poltroninha
Pedal descompromissado em Ubatuba, sabe lá Deus o que eu tava
fazendo com essa mochila nas costas...
Aldeia
É caminhante...o caminho foi mais longo do que eu pensava.
Mas tá pronto. O vídeo ficou com 12 minutos e 25 segundos, botei o nome de Aldeia, indo no bom embalo da trilha - Mônica Salmaso.
Vai vendo...é amador, feito com cola e chiclete...mas ficou bacana. Apresento hoje à tarde, vamos ver.
Metodista, 17:00 (e pouco).
Algumas fotos:
Zé, Marion, Jonesman, Daniele minha irmã, Felipe e eu cabeludo
Carla, Gláucia, Sumô, Glauco, Dênis, Rafael cortado atrás e a ex-mina do Glauco

